sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Dom un do


Do mundo tudo se esquece
aquele que nunca viveu
Das coisas tudo se tira
e até o que se perde
no fim é acréscimo
se algo promoveu
Do mundo nada se leva
o acúmulo não serve
para o túmulo só o corpo,
pequenos objetos e algumas vestes
O fim perpétuo?
Ou o início de quê?
Depois do mundo algumas estrelas
cadeias de constelações,
planetas desconhecidos, especulações
Enormes dúvidas, poucas certezas
Nenhuma salvação para o derradeiro
E, por enquanto, eu,
pura contemplação.

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